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Saiba tudo sobre o CDB - Certificado de Depósito Bancário

Você emprestaria o seu dinheiro ao seu pai? sua mãe? irmãos? E aos seus amigos, a quem emprestaria?


Sim, quando falamos de renda fixa estamos nos referindo ao ato de emprestar dinheiro a alguém, podendo ser uma pessoa, empresa ou governo e a expectativa é a devolução do capital acrescido de juros, seja ele pós-fixado, prefixado ou uma combinação destas duas formas de remuneração a que chamamos de híbridos.














Mas qual é o risco?


Sim, o risco da inadimplência, o famoso 'calote', ou seja, não receber o que foi previamente acordado.



O Certificado de Depósito Bancário é um título de renda fixa emitido pelos bancos para captar recursos, assim você empresta o seu dinheiro à instituição e é lhe apresentado uma taxa para um determinado prazo, e claro, conta com a tão falada garantia adicional do FGC - Fundo Garantidor de Crédito. Vamos entender mais sobre as suas características.


Tipos de remuneração:


  • Pós-fixado: A forma mais conservadora, porém não é possível saber exatamente quanto irá render, pois é indexado a um índice como o DI (Depósito Interbancário), o mais utilizado. Digamos que o DI esteja em 15% ao ano, logo se uma instituição lhe oferecer 110% do DI, irá remunerar 110% x 15% a.a. ou 16,50% a.a. Boa sugestão para formar uma reserva de emergência ou uma reserva de oportunidades. Também protege o investidor em momentos de juros elevados.


  • Prefixado: Taxa definida no momento da aplicação, como 16% ao ano, independentemente de variações econômicas. Ideal para momentos que contemplam queda da taxa de juros (Selic ou DI). Nesta opção, se você ficar até o vencimento receberá exatamente a taxa nominal (taxa negociada).


  • Híbrido (IPCA+): É uma opção que combina as opções pós-fixada + prefixada. As ofertas mais comuns são Inflação (IPCA) mais taxa fixa, protegendo investidores da queda do poder de compra, ideal para momentos de crise ou inflações elevadas, como exemplo IPCA + 6%, o título sofrerá a correção do IPCA no período previsto no contrato acrescido da taxa prefixada de 6%.


As formas como são oferecidos:


  • Com carência: O recurso não pode ser resgatado antes do prazo de carência, se ele for de 12 meses, o investidor só poderá acessar o seu recurso após completar esta exigência.

  • Sem carência ou Liquidez Diária: O recurso pode ser resgatado rapidamente, ou seja, se for de liquidez diária o resgate pode ocorrer no mesmo dia.


Principais riscos:


  • Risco de crédito ou calote: possibilidade de o banco emissor não honrar o pagamento (mitigado pelo FGC).

  • Risco de liquidez: dificuldade ou impossibilidade de resgate antecipado.

  • Risco de mercado: variação das taxas de juros pode afetar a atratividade do título, principalmente os títulos prefixados.













Garantia do Fundo Garantidor de Crédito - FGC:


O FGC é uma associação civil sem fins lucrativos mantida pelas instituições financeiras (Bancos em geral, Sociedades de Crédito, Companhias Hipotecárias, Associações de Poupança e a Caixa Econômica Federal) através das contribuições obrigatórias.


Ela garante até R$ 250 mil (capital + rendimentos) por CPF e instituição financeira até o teto do limite global de R$ 1 milhão.


Portanto, se um investidor possuir R$ 200 mil (capital e rendimentos) em 5 (cinco) instituições diferentes e todas forem liquidadas pelo Banco Central, haverá a cobertura total prevista pelo fundo, porém se um investidor possuir a mesma quantia, mas em 6 (seis) instituições diferentes, receberá do fundo R$ 1 milhão, contabilizando um prejuízo de R$ 200 mil que não estarão cobertos.


Se utilizado um determinado valor do FGC, para reaver a integridade do limite global de R$ 1 milhão, o investidor deverá aguardar o prazo de 4 (quatro) anos. Em resumo, as vantagens do CDB:

  • Rentabilidade previsível em muitos casos, especialmente nos CDBs pós-fixados.

  • Liquidez diária em grande parte dos produtos, permitindo resgates rápidos.

  • Proteção do FGC (até R$ 250 mil por CPF e instituição financeira).

  • Simplicidade: fácil de entender e investir.

  • Opções variadas de prazos e remuneração.


As desvantagens são:

  • Tributação regressiva de IR sobre os rendimentos.

  • Pode perder para a inflação em cenários de juros baixos (especialmente CDBs prefixados).

  • Liquidez limitada em CDBs sem resgate diário ou com carência.

  • Rentabilidade menor em bancos grandes (que têm menor risco e, portanto, pagam menos).


Antes de realizar qualquer investimento, não se encante com a taxa, compare, analise a instituições emissora, verifique o rating atribuído pelas empresas classificadoras de risco, avalie o histórico de receitas e lucros, índice de basileia, índice de imobilização, nível de inadimplência e outras informações que sustentem uma decisão segura.


Acesse aqui o site https://bancodata.com.br/ e tenha acesso a várias informações importantes, você pode também buscar a classificação de risco pela S&P através do site https://www.spglobal.com/ratings/pt/regulatory/content/ratings-lists.

 
 
 

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