Saiba tudo sobre o CDB - Certificado de Depósito Bancário
- Heron Marques
- 27 de jan.
- 3 min de leitura
Você emprestaria o seu dinheiro ao seu pai? sua mãe? irmãos? E aos seus amigos, a quem emprestaria?
Sim, quando falamos de renda fixa estamos nos referindo ao ato de emprestar dinheiro a alguém, podendo ser uma pessoa, empresa ou governo e a expectativa é a devolução do capital acrescido de juros, seja ele pós-fixado, prefixado ou uma combinação destas duas formas de remuneração a que chamamos de híbridos.

Mas qual é o risco?
Sim, o risco da inadimplência, o famoso 'calote', ou seja, não receber o que foi previamente acordado.
O Certificado de Depósito Bancário é um título de renda fixa emitido pelos bancos para captar recursos, assim você empresta o seu dinheiro à instituição e é lhe apresentado uma taxa para um determinado prazo, e claro, conta com a tão falada garantia adicional do FGC - Fundo Garantidor de Crédito. Vamos entender mais sobre as suas características.
Tipos de remuneração:
Pós-fixado: A forma mais conservadora, porém não é possível saber exatamente quanto irá render, pois é indexado a um índice como o DI (Depósito Interbancário), o mais utilizado. Digamos que o DI esteja em 15% ao ano, logo se uma instituição lhe oferecer 110% do DI, irá remunerar 110% x 15% a.a. ou 16,50% a.a. Boa sugestão para formar uma reserva de emergência ou uma reserva de oportunidades. Também protege o investidor em momentos de juros elevados.
Prefixado: Taxa definida no momento da aplicação, como 16% ao ano, independentemente de variações econômicas. Ideal para momentos que contemplam queda da taxa de juros (Selic ou DI). Nesta opção, se você ficar até o vencimento receberá exatamente a taxa nominal (taxa negociada).
Híbrido (IPCA+): É uma opção que combina as opções pós-fixada + prefixada. As ofertas mais comuns são Inflação (IPCA) mais taxa fixa, protegendo investidores da queda do poder de compra, ideal para momentos de crise ou inflações elevadas, como exemplo IPCA + 6%, o título sofrerá a correção do IPCA no período previsto no contrato acrescido da taxa prefixada de 6%.
As formas como são oferecidos:
Com carência: O recurso não pode ser resgatado antes do prazo de carência, se ele for de 12 meses, o investidor só poderá acessar o seu recurso após completar esta exigência.
Sem carência ou Liquidez Diária: O recurso pode ser resgatado rapidamente, ou seja, se for de liquidez diária o resgate pode ocorrer no mesmo dia.
Principais riscos:
Risco de crédito ou calote: possibilidade de o banco emissor não honrar o pagamento (mitigado pelo FGC).
Risco de liquidez: dificuldade ou impossibilidade de resgate antecipado.
Risco de mercado: variação das taxas de juros pode afetar a atratividade do título, principalmente os títulos prefixados.

Garantia do Fundo Garantidor de Crédito - FGC:
O FGC é uma associação civil sem fins lucrativos mantida pelas instituições financeiras (Bancos em geral, Sociedades de Crédito, Companhias Hipotecárias, Associações de Poupança e a Caixa Econômica Federal) através das contribuições obrigatórias.
Ela garante até R$ 250 mil (capital + rendimentos) por CPF e instituição financeira até o teto do limite global de R$ 1 milhão.
Portanto, se um investidor possuir R$ 200 mil (capital e rendimentos) em 5 (cinco) instituições diferentes e todas forem liquidadas pelo Banco Central, haverá a cobertura total prevista pelo fundo, porém se um investidor possuir a mesma quantia, mas em 6 (seis) instituições diferentes, receberá do fundo R$ 1 milhão, contabilizando um prejuízo de R$ 200 mil que não estarão cobertos.
Se utilizado um determinado valor do FGC, para reaver a integridade do limite global de R$ 1 milhão, o investidor deverá aguardar o prazo de 4 (quatro) anos. Em resumo, as vantagens do CDB:
Rentabilidade previsível em muitos casos, especialmente nos CDBs pós-fixados.
Liquidez diária em grande parte dos produtos, permitindo resgates rápidos.
Proteção do FGC (até R$ 250 mil por CPF e instituição financeira).
Simplicidade: fácil de entender e investir.
Opções variadas de prazos e remuneração.
As desvantagens são:
Tributação regressiva de IR sobre os rendimentos.
Pode perder para a inflação em cenários de juros baixos (especialmente CDBs prefixados).
Liquidez limitada em CDBs sem resgate diário ou com carência.
Rentabilidade menor em bancos grandes (que têm menor risco e, portanto, pagam menos).
Antes de realizar qualquer investimento, não se encante com a taxa, compare, analise a instituições emissora, verifique o rating atribuído pelas empresas classificadoras de risco, avalie o histórico de receitas e lucros, índice de basileia, índice de imobilização, nível de inadimplência e outras informações que sustentem uma decisão segura.
Acesse aqui o site https://bancodata.com.br/ e tenha acesso a várias informações importantes, você pode também buscar a classificação de risco pela S&P através do site https://www.spglobal.com/ratings/pt/regulatory/content/ratings-lists.


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